sábado, 7 de junho de 2008

Seu Nome...


[Estoy aquí contigo tan cerca y lejos a la vez...]

Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando

Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...

Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia

Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado

Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor

***********

Há homens assim. Que entram em nossas vidas sem pedir com licença ou desculpe qualquer coisinha. Que descobrem e tocam nosso íntimo, quando pensamos que já não havia mais nada para descobrir ou tocar.

Há homens assim. Que nos deixam horas olhando para o vazio sem saber o que pensar e dizer, quanto mais o que escrever. Que nos criam pudores inéditos em revelar o que vivemos, o que sentimos e o que fizemos.

Há homens assim. Únicos, diferentes e no fundo tão normais dentro da desejada normalidade. Tão sedentos de vida feliz que só desejam no início de cada dia, chegar à noite e adormecer sorrindo. Serenos.

Há homens assim. Que não me aborrecem, que escutam e que falam, que aprendem e que ensinam, que dão e que recebem. Que me fascinam. E que sabem até conjugar os verbos de forma honesta.

E porque há homens assim, seria justo que um dia eu cruzasse com um.

E seria justo que nesse dia, nem que fosse apenas nesse dia, eu tivesse tudo a que tenho direito. Nem mais nem menos.

Hoje é o dia.

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