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sexta-feira, 25 de março de 2011

Livro: Um Motivo Para Viver

Imagem:  Americanas

Minha classificação: Excelente! 5 estrelas.

Finalmente terminei de ler esse livro e confesso que, ao contrário dos meus romances, esse não será doado. Quero reler ele daqui um tempo. E explico o porque: esse livro é extremamente significativo para mim. Um livro maravilhoso, com uma história que trata de assuntos densos mas com leveza, suavidade, e de forma muito eficiente.
Não é qualquer um que consegue falar sobre o Assédio Sexual e Moral infantil com a sabedoria e equilibrio necessários para não gerar revolta, mas compreensão e paz. A personagem principal Raquel não é diferente de qualquer pessoa que a gente conheça, com seus defeitos, qualidades e história pessoal. O Alexandre, outro personagem, já não é tão verossímil assim, tendo um que de livro romântico, mas não impossível de ser encontrado. Afinal decidido, tranquilo, educado e trabalhador não é algo tão comum de se encontrar. rsrs
Não vou falar mais se não vira spoiler mas está super recomendado.

Sobre o livro:

Raquel nasceu em uma fazenda numa pequena cidade do Rio Grande do Sul. Morava com o pai, a mãe, três irmãos e o avô, um rude e autoritário imigrante polonês. Na fazenda vizinha, seu tio Ladislau, a mulher e duas filhas.
O drama de Raquel começou aos nove anos, quando então passou a sofrer os assédios de Ladislau, um homem sem escrúpulos, mas dissimulado e gozando de boa reputação na cidade. O tempo foi passando, até que uma dolorosa tragédia aconteceu e um grande segredo foi revelado, o que mudaria para sempre a vida de Raquel.
Porém, sempre existe uma nova oportunidade de recomeçar. Raquel resolve mudar para São Paulo, consegue um emprego numa companhia aérea e conhece Alexandre, aquele que será muito mais que um amigo para a jovem. No entanto, como a vida nos cobra o devido ajuste de contas, Raquel se vê outra vez diante daqueles que tanto a magoaram no passado...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Comer, Rezar, Amar

 [Fonte da Imagem: Americanas]

Mais uma leitora do Livro "Comer, Rezar, Amar", de forma totalmente diferenciada com todos os outros livros classificados como "Auto-ajuda" (este hífen permanece depois da reforma?), eu finalmente fui "tocada". E que me perdoem o excesso de "aspas" que quase como caspas permeiam essa introdução (trocadilho infeliz).

Eu ganhei esse livro como um presente de aniversário super, ultra, mega atrasado. Ou adiantado para o ano que vem, dependendo do ponto de vista. Mas ele veio de uma amiga com a simples introdução: 
Ju, ele me veio à cabeça para lhe dar, mas não sei o motivo
Não poderia ter sido de outro jeito. E nada combinaria mais com esse livro e com o efeito benéfico que ele vem me proporcionando. Engraçado a infindável onda de reflexão que eu faço diante da leitura fácil e tranquila de suas páginas. E como eu me sinto realmente absorvendo esse conhecimento. Como me torna mais leve e como eu rio diante de situações que a personagem enfrenta. Suas batalhas internas e externas, as mudanças que se operam e, principalmente, a aceitação do se é. Há frases nas quais eu paro, olho pro céu, e realmente agradeço pela oportunidade de ouví-las, e peço que sejam compreendidas também.
A busca do equilíbrio entre a fé e prazer certamente é o mais difícil equilíbrio para se buscar. Eu até hoje não sei nem por onde começar. E já filosofando, nem deveria buscar. Sei lá. O livro me ajudou e ver aspectos meus dos quais eu não gosto. Por exemplo, eu sou sim muito controladora. Herança familiar, genética. Chame como quiser, mas ninguém gosta de ser acusado de controladora em meio a uma discussão familiar.
E eu nunca entendi direito a prece. Não tenho a menor idéia de como reverenciar Deus. Sempre foi mais uma conversa ora agradável e divertida, ora turbulenta e agressiva, ou apática e sonolenta. Mas nunca foi uma devoção, nem uma reverencia.  Para mim Deus sempre esteve ali. Simplesmente Ele sempre esteve ali, do meu lado. Nunca imaginei que a Onipresença Dele pudesse, literalmente, significar que Ele estivesse dentro de mim, sendo Eu, e não sendo ao mesmo tempo. Taí algo que eu estou neste momento, como boa virginiana, de ascedente em Capricornio e Lua em Touro, analisando e apreciando para tomar minha decisão depois.
Enfim o livro expandiu meus horizontes como nenhum outro livro jamais fez. Tem me levado a reflexões que nunca cogitei. Posso dizer sem sombra de dúvida ser meu segundo livro predileto, perdendo apenas para Fernão Capelo Gaivota. Eu realmente quero ler o livro de novo, agora com mais calma, pesquisar na internet o que eu grafei. Buscar mais sobre tudo que eu li. Não que eu pretenda fazer o que ela fez. Cada um tem sua própria jornada, seu próprio caminho. Seu próprio Mapa Astral posso dizer. Mas serve de inspiração para muita reflexão.
E não, eu não pretendo ir ao cinema ver o filme. Vou locar depois. primeiro quero analisar minhas  próprias impressões, escrever sobre isso e depois eu vou procurar outras impressões. Depois.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

[Livro] A Língua de Eulália - Marcos Bagno


Autor:Marcos Bagno
Páginas: 218
Editora: Contexto
Gênero: Lingüística, Português.
Por que leu este livro?
Eu o ganhei de uma amiga, a Débora, pois ela sabia que eu tinha adorado um outro livro do mesmo autor: Preconceito Lingüístico.
O livro é sobre...
Preconceito Lingüístico e sua influência da e na escola. Pois a "nossa tradição educacional sempre negou a existência de uma pluralidade de normas lingüísticas dentro do universo da língua portuguesa; a própria escola não reconhece que a norma padrão culta é apenas uma das muitas variedades possíveis no uso do português e rejeita de forma intolerante qualquer manifestação lingüística diferente, tratando muitas vezes os alunos como “deficientes lingüísticos”. Marcos Bagno argumenta que falar diferente não é falar errado e o que pode parecer erro no português não-padrão tem uma explicação lógica, científica (lingüística, histórica, sociológica, psicológica). Para explicar essa problemática, o autor reúne então n’A LÍNGUA DE EULÁLIA as universitárias Vera, Sílvia e a esperta Emília, que vão passar as férias na chácara da professora Irene. Sempre muito dedicada, Irene se reúne todos os dias com as três professoras do curso primário, transformando suas férias numa espécie de atualização pedagógica, em que as “alunas” reciclam seus conhecimentos lingüísticos. Mais do que isso, Irene acaba criando um apoio para que as “meninas” passem a encarar de uma nova maneira as variedades não-padrão da língua portuguesa. A novela flui em diálogos deliciosamente informativos. A LÍNGUA DE EULÁLIA trata a sociolingüística como ela deve ser tratada: com seriedade, mas sem sisudez." Sinopse do livro, que realmente retrata sobre o que o livro fala. Por isso aproveitei...
Pontos fracos?
Por ser uma novela, vários aspectos que poderiam ser aprofundados, não foram. Deixaram a desejar. Além do mais, quem já leu Preconceito Lingüístico pode passar por esse livro sem entender que o foco deste não era trazer novos exemplos de preconceitos lingüísticos, mas alertar para o nosso sistema educacional, que reforça preconceitos existentes.
O que achou mais interessante?
Esse livro expande o universo do Preconceito Lingüístico, incluindo profissionais de psicologia, pedagogia, comunicação, RP, etc, dentro do mesmo barco. Todos nós fomos educados pelo mesmo sistema, e carregamos os mesmos preconceitos. Portanto é dever de todos nós buscarmos mudar essa realidade, mas sem achismos. è essencial que a mudança do sistema seja baseada nas pesquisas científicas, em experiências vencedoras, etc.
Para quem recomenda?
Para todo brasileiro, especialmente aos educadores e pais.
Que nota você dá?
8,00. Poderia ter focado mais o sistema educacional.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

[Livro] O Corpo Fala - PIERRE WEIL & ROLAND TOMPAKOW


O livro é sobre linguagem corporal. Como nossa postura, e a dos outros, falam muito. Em todos os momentos estamos avaliando e sendo avaliados pela nossa linguagem crporal, nossas atitudes, comportamentos, etc. De maneira didática os autores auxiliam no desenvolvimento de um olhar crítico, observador. Pois o corpo não mente.
O livro atende aquilo a que se propõe. Mas tema é muito rico, extenso. Portanto, obviamente o livro não vai saciar toda a curiosidade que temos sobre o assunto.

O livro nos lembra que o nosso corpo é o nosso primeiro instrumento, nosso meio de descoberto do mundo, nossa maior fonte de prazer. E ele é sincero, muito sincero. Mas a cultura ocidental, exaltou em excesso a mente, esquecendo que o ser humano é mente, corpo e sentimentos. Uma tríade que nos forma. E cada aspecto merece atenção, estudo e desenvolvimento. Esse livro nos ensina a, não apenas observaro próximo, como a nós mesmos. Quantas vezes você não sabe direito o que está sentindo, nem percebe o cansaço e estresse no dia-a-dia. O hábito de observar as próprias posturas corporais nos auxilia no processo de auto-avaliação.

domingo, 11 de janeiro de 2009

[Livro] Preconceito Linguístico - Marcos Bagno


[Diz-se que o "brasileiro não sabe Português" e que "Português é muito difícil". Estes são alguns dos mitos que compõem um preconceito muito presente na cultura brasileira: o lingüístico. Tudo por causa da confusão que se faz entre língua e gramática normativa (que não é a língua, mas só uma descrição parcial dela). Separe uma coisa da outra com este livro, que é um achado.]
Revista Nova Escola, maio de 1999.

Preconceito Lingüístico

o que é, como se faz

Autor:Marcos Bagno


O livro é sobre o preconceito lingüístico na sociedade brasileira. Ele denuncia vários mitos infundados que auxiliam na formação desse preconceito, a influência da mídia e da multimídia para fortalecer esse preconceito. O autor trabalha cada um desses temas, de maneira científica, expondo o preconceito e lutando pelo fim deste da melhor maneira, com o esclarecimento.

O mais interessante é a reflexão proporcionada por esse livro... Nós usamos a língua mas raramente refletimos sobre ela, sua formação, sua influência em nossas vidas. Esse livro nos chama a atenção para a força e influência que a língua tem sobre nossas vidas, pois ela influencia, diretamente, a idéia que temos de nós mesmos, nossa auto-imagem. E saber é poder. Então esse livro age de maneira libertadora sobre o leitor.

E, pessoalmente, recomendo para todo brasileiro. Nós, brasileiros, somos criados sob o peso de diversos estigmas negativos: como não sermos uma cultura de educação, não sermos grandes leitores, não sabermos falar nossa língua. Mas tudo isso é uma grande mentira! O Brasil é um país gigantesco, com uma democracia que é um bebê, e ainda assim ela já efetuou transformações fantasticas. Tem muito a ser feito, mas já estamos muito à frente de muito país dito de primeiro mundo e que tem o tamamnho de um ovo, e que tem problemas muitos piores que os nossos! Brasileiro quando anda com livro na mão é porque tá lendo, temos um mercado editorial proporcional maior que o da Itália, dita pais da leitura. E nenhum estrangeiro jamais conhecerá a língua portuguesa falada no Brasil em todas suas nuances como um brasileiro, mesmo que ele seja analfabeto.
Esse livro resgata a auto-estima do brasileiro, portanto resgata a auto-estima de todos nós.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

[Livro] Cuidado, Escola! - Vários Autores

Cuidado, Escola!

Desigualdade, domesticação e algumas saídas

O livro aborda o sistema educacional predominante no mundo moderno. Faz uma análise crítica da educação desde sua origem até sua sistematização e o surgimento do sistema. Ele aborda a crise escolar, a origem da escola como conhecemos, as desigualdes sociais e culturais que envolvem o desenvolvimento e aprendizagem, alternativas pedagógicas, etc. Mas aviso que este livro não é indicado para espíritos fracos, muito menos para os amantes do “antigamente é que era bom”, nem para pessoas conformistas.
Recomendo muito para
ais, pessoas que estão na escola, professores e futuros professores. Ou qualquer pessoa que queira conhecer um pouco mais da história e dos mecanismos do sistema educacional.

Plus do Livro:
Cedo ou tarde todos pisamos na escola, ou não. E esse livro fala de ambos. Dos que pisaram, dos que sequer se aproximaram, dos que caminharam por anos na escola, os que abandonaram ela logo, logo... É um livro com uma crítica muito interessante. Pois atinge nosso sistema educacional, os docentes, diretores, os alunos, os pais, a história da educação. Tudo numa linguagem tão simples e divertida, clara, concisa. É fantástico pois nos leva a refletir em muitos aspectos, muitas travas, muitas histórias que presenciamos em nossa jornada pela educação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O Livro


"Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira, nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxe-o para casa e, provavelmente, insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
- Ninguém me leu. Ninguém me liga. Ao lado, um colega disse:
- Desconfio que, nesta instante, haverá muitos outros como tu.
- É o teu caso? - perguntou ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
- Por sinal, não - esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. - Estou todo sublinhado.
Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
- Quem me dera essa sorte - disse outro livro ao lado, a entrar na conversa.
- Por mim só me passaram os olhos, página sim, página não... Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
- Eu também - falou, perto deles, um livrinho estreitinho. - Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
- Isso não é trabalho para livro - estranhou o calhamaço.
- Á falta de outro... - conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja.
Ao menos, tinham para contar ao passo que ele... suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar ao aperto da prateleira.
As mãos pegaram nele e pousaram-no sobre uns joelhos.
- Tem bonecos esse livro? - perguntou a voz de uma menina, debruçada sobre o livro ainda por abrir.
- Se tem! Muitos, muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te - disse uma voz mais grave, a quem pertencia as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
- Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti ate hoje. É um livro muito especial.
- Lê - exigiu a menina. E o pai da menina leu.
E o livro aberto deixou que o levassem de ponta a ponta.
Ás vezes vale a pena esperar!"

[Antônio Torrado]
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