sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

[Livro] O Corpo Fala - PIERRE WEIL & ROLAND TOMPAKOW


O livro é sobre linguagem corporal. Como nossa postura, e a dos outros, falam muito. Em todos os momentos estamos avaliando e sendo avaliados pela nossa linguagem crporal, nossas atitudes, comportamentos, etc. De maneira didática os autores auxiliam no desenvolvimento de um olhar crítico, observador. Pois o corpo não mente.
O livro atende aquilo a que se propõe. Mas tema é muito rico, extenso. Portanto, obviamente o livro não vai saciar toda a curiosidade que temos sobre o assunto.

O livro nos lembra que o nosso corpo é o nosso primeiro instrumento, nosso meio de descoberto do mundo, nossa maior fonte de prazer. E ele é sincero, muito sincero. Mas a cultura ocidental, exaltou em excesso a mente, esquecendo que o ser humano é mente, corpo e sentimentos. Uma tríade que nos forma. E cada aspecto merece atenção, estudo e desenvolvimento. Esse livro nos ensina a, não apenas observaro próximo, como a nós mesmos. Quantas vezes você não sabe direito o que está sentindo, nem percebe o cansaço e estresse no dia-a-dia. O hábito de observar as próprias posturas corporais nos auxilia no processo de auto-avaliação.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Selos e Meme 7 pecados!

[Pecado mesmo é não poder saborear seu corpo!]

Acabo de saber que recebi alguns selinhos do Olavo, do blog Dúvidas e Certezas de um homem de 50. E estou toda feliz!!! Claro que repasso a todos os blogs que eu linko, pois amo cada um deles!

E a Carla, do Mulheres de 3.0 (revistem o blog pois tem muita coisa interessante por lá!) me passou a tarefa de responder ao MEME Sete Pecados
. Tarefa que cumpro com muito prazer!

SETE PECADOS 1. Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;

2. Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;

3. Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;

4. Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável;
5. Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;
6. Luxúria: apego aos prazeres carnais;
7. Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

Regras:

- Passar para 8 blogs
- Avisar e Linkar os blogs escolhidos
- Publicar suas respostas no blog

Respostas:

1. Gula: Petit Gateau com sorvete de Creme e camada extra de chocolate meio amargo derretido.

2. Avareza: Produtos High tech. Não tenho paciência para olhar todas as especificações! Recorro ao meu maninho (vulgo Gatão), ele decide o que eu consumo de tecnologia.

3. Inveja: Uma pitada de qualquer mulher comprometida. Visto que voltei ao rol das solteiras e A-D-O-R-O estar muito bem acompanhada.

4. Ira: Pedofilia. Desperta a Justiceira que há em mim.

5. Soberba: Caio nesse pecado quando o assunto é ser boa estudante. Mas tenho prestado bastante atenção para evitá-lo.

6. Luxúria: Hum... Por que isso é pecado? Vou mover uma ação contra ta decisão totalmente arbitrária!

7. Preguiça: De sair de casa. Adoro meu ninho!

Repasso o MEME para: Todo mundo que le o Chocolat!!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

[Livro] Preconceito Linguístico - Marcos Bagno


[Diz-se que o "brasileiro não sabe Português" e que "Português é muito difícil". Estes são alguns dos mitos que compõem um preconceito muito presente na cultura brasileira: o lingüístico. Tudo por causa da confusão que se faz entre língua e gramática normativa (que não é a língua, mas só uma descrição parcial dela). Separe uma coisa da outra com este livro, que é um achado.]
Revista Nova Escola, maio de 1999.

Preconceito Lingüístico

o que é, como se faz

Autor:Marcos Bagno


O livro é sobre o preconceito lingüístico na sociedade brasileira. Ele denuncia vários mitos infundados que auxiliam na formação desse preconceito, a influência da mídia e da multimídia para fortalecer esse preconceito. O autor trabalha cada um desses temas, de maneira científica, expondo o preconceito e lutando pelo fim deste da melhor maneira, com o esclarecimento.

O mais interessante é a reflexão proporcionada por esse livro... Nós usamos a língua mas raramente refletimos sobre ela, sua formação, sua influência em nossas vidas. Esse livro nos chama a atenção para a força e influência que a língua tem sobre nossas vidas, pois ela influencia, diretamente, a idéia que temos de nós mesmos, nossa auto-imagem. E saber é poder. Então esse livro age de maneira libertadora sobre o leitor.

E, pessoalmente, recomendo para todo brasileiro. Nós, brasileiros, somos criados sob o peso de diversos estigmas negativos: como não sermos uma cultura de educação, não sermos grandes leitores, não sabermos falar nossa língua. Mas tudo isso é uma grande mentira! O Brasil é um país gigantesco, com uma democracia que é um bebê, e ainda assim ela já efetuou transformações fantasticas. Tem muito a ser feito, mas já estamos muito à frente de muito país dito de primeiro mundo e que tem o tamamnho de um ovo, e que tem problemas muitos piores que os nossos! Brasileiro quando anda com livro na mão é porque tá lendo, temos um mercado editorial proporcional maior que o da Itália, dita pais da leitura. E nenhum estrangeiro jamais conhecerá a língua portuguesa falada no Brasil em todas suas nuances como um brasileiro, mesmo que ele seja analfabeto.
Esse livro resgata a auto-estima do brasileiro, portanto resgata a auto-estima de todos nós.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O convite...


"Não sou a areia onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela....

Não sou apenas a pedra que rola nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.

Sou a orelha encostada na concha da vida,
sou construção e desmoronamento,
sou mistério.

A duas mãos escrevo este roteiro
para o palco de meu tempo: o meu destino e eu.

Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos a sério.

Lya Luft - O Convite

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo - A vida continua...

Minha conclusão: quando um ano termina e outro começa não muda nada em nossas vidas.

Extraordinariamente elas continuam exatamente no mesmo rumo que estavam antes.
A gente continua a amar as mesmas pessoas e a se desentender com outras;
A faculdade continua seu curso e o chefe não se torna bonzinho ou menos exigente com a mudança de ano;
O salário, infelizmente, também continua o mesmo;
Os bicos continuam complementando o salário que de salgado não tem nada;
Os preços continuam aumentando;
E os anos ainda somam-se anualmente à sua idade.
Quer saber? Aquela ruga insiste em atrair novas companheiras, e aquele fio branco insiste em crescer.
E não há caroço de uva, champanhe, pulinho, romã, corrida, simpatia alguma que muda qualquer coisa.

Porque o ano muda mas as pessoas não.

Ano Novo deveria ser um momento de balanço.
Olhar o ano que se encerrou.
Rever os projetos feitos para ele.
Felicitar-se pelos realizados e ver o que resultou desses projetos.
Refletir sobre o que impediu a realização de alguns, o que dificultou os outros...
Deveria ser um momento de pensar nas pessoas a quem queremos bem. Analisar os porques. Relembrar todos os bons momentos vividos.
E é hora de pensar nas pessoas que gostaríamos que não existissem. E entender o porque. Questionar o que nos causa essa sensação, esse sentimento ruim. E modificá-lo.
É hora de sonhar novos sonhos, resgatar os que foram abandonados, reciclar os que não servem mais.

A mensagem do Ano Novo é Vida Nova. Mas de promessas o ano que se finda está cheio... E provavelmente poucas foram cumpridas.

Então esse ano vou deixar de lado as simpatias. Elas me deixam com a sensação de que um milagre vai acontecer. E eu não quero milagres de simpatias, pois esses nunca acontecem. Quero milagres de verdade sabe?

Quero sentir que estou mundando e ficando melhor.

Quer comemorar um amor novo que chegou não porque eu usei rosa na virada, mas porque eu abri meu coração e minha mente, baixei a guarda, me permiti conhecer as pessoas e quando vi, meu amor estará lá, do meu ladinho...
Quero comemorar meu emprego novo, com salário melhor, que não surgiu do nada por que usei calcinha amarela na virada. Quero um emprego novo porque reconheceram meu talento, porque batalhei, me esforcei, dei meu melhor, e fui recompensada.
Quero comemorar minha vida mais feliz, em paz. Mas não porque amarrei um lenço branco no pescoço. Mas porque tenho me esforçado para olhar para mim mesma, para aceitar meus defeitos e qualidades. Promovendo meu autoconhecimento e recebendo a paz de quem sabe quem é, de onde veio e para onde vai.
Quero comemorar os meus novos amigos. Que surgiram não pelo Lilás da fitinha que amarrei em meu sutiã... Quero novos amigos que surgiram por compartilharem comigo idéias, por terem sido descobertos quando deixei o ressentimento de lado e vi as pessoas maravilhosas que eles são.
Quero comemorar minha vida nova. Não porque 2008 se encerrou e 2009 começou. Mas porque eu eu mudei. Eu cresci. Eu evoluí.

E para esses objetivos eu não preciso do Ano Novo...

Mude / Edson Marques

Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

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