[Como cega, meu desejo é tatear o mapa do seu corpo rumo a felicidade...]Nem Bem Acordo / Luiza Possi
Nem bem acordo
Já espio teu retrato
Faço um trato com o espelho
Hoje eu não quero sentir dor
Hora do almoço
Falo teu nome
Santo nome em vão
O que consome
Meu corpo moço
Fome ou solidão
Não quero nada
Essa estrada eu já sei aonde vai dar
Vai dar em nada,
Não quero ir, nem voltar
Cinco da tarde
Tudo arde
Coração e céu
Fico com ar de
Quem espera
Um aceno um sinal
Já noite alta
Não sinto sono
Não te esqueço mais
Viro do avesso
Adormeço
Cansada de mim sem paz
Não quero nada
Essa estrada eu já sei aonde vai dar
Vai dar em nada,
Não quero ir, nem voltar
Hoje eu não quero dor
Hoje eu não quero flor
Não quero nada
Que rime com amor
______
Porque você faz isso? Não é segredo o quanto te quero. Meus olhos não permitem que seja. Não é compromisso. É só desejo. Animal. Deixo o divino para o futuro, depois que o animal for saciado. Então não faz isso. Não provoca apenas para me deixar na mão. Não me esquenta para me jogar na Sibéria. Ora recebo beijos, ora sorrisos e ora frieza. Se fiz algo me desculpa, não percebi. Mas não me deixa assim. Não hoje. Não quando não volto a ver-te antes de segunda. Não quando a carência vai multiplicar-se exponencialmente. Não quando as noites se tornarão longas demais para dormir e curtas demais para sonhar. Não quando tudo que terei será o desejo como companheiro... [Que por sinal você piora usando essa maldita (bendita seja) calça jeans. Essa mesma. Essa de hoje...] Não seja tão malvado.
Mas agora o mal tá feito. Você foi mal. E tudo que pedi que não acontecesse se realizou. Então vê se na segunda você muda. De vez. Se é na Sibéria que vai me deixar. Me deixa lá de vez, e quem sabe um nativo me aqueça. Mas se vai me dar calor, de logo, em minhas costas, meu eterno ponto fraco. Passeie por ela e me deixe saber que você está me resgatando da Sibéria onde fui jogada...
Um beijo que você pode receber onde e como quiser...
Jú, universitária, estagiária, filha, irmã, carente e congelada na Sibéria emocional.
Mas agora o mal tá feito. Você foi mal. E tudo que pedi que não acontecesse se realizou. Então vê se na segunda você muda. De vez. Se é na Sibéria que vai me deixar. Me deixa lá de vez, e quem sabe um nativo me aqueça. Mas se vai me dar calor, de logo, em minhas costas, meu eterno ponto fraco. Passeie por ela e me deixe saber que você está me resgatando da Sibéria onde fui jogada...
Um beijo que você pode receber onde e como quiser...
Jú, universitária, estagiária, filha, irmã, carente e congelada na Sibéria emocional.
Um comentário:
Cara, adoro seu blog.
Sua intensidade, sua profundidade.
Simplesmente encanta.
Encantada, Laila
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